Oportunidades de Investimentos

O Estado do Rio de Janeiro possui grande vocação no beneficiamento de rochas ornamentais graças à ocorrência geológica de grande variedade de materiais em jazidas, localizadas nas regiões Norte e Noroeste. O estado foi o precursor das atividades de extração de rochas ornamentais graníticas no Brasil, inicialmente concentrada na Cidade do Rio de Janeiro, com tipos que marcaram época como o preto Tijuca, o amarelo Juparaná, o azul Guanabara, assim como os mármores de Italva, bastante utilizados na construção de Brasília. Em decorrência desse histórico e devido à proximidade com o amplo mercado consumidor, ainda hoje a Cidade do Rio de Janeiro e os municípios de seu entorno concentram muitas empresas beneficiadoras de rochas.

Atualmente, o Estado possui três rochas de revestimento com indicação geográfica: a pedra cinza paduana, com as variedades “olho de pombo”, “pinta rosa” e “granito fino”; a pedra madeira paduana, com as variedades verde, rosa, branca e amarela; e a pedra carijó paduana. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (ABIROCHAS), em 2017, o Estado do Rio de Janeiro produziu 200 mil toneladas de granitos, mármores e pedras paduanas (gnaisse). Naquele ano, entre as unidades da federação, o Rio de Janeiro ocupou a sexta posição dos maiores extratores do segmento, contando com 676 estabelecimentos de extração, beneficiamento e comércio de rochas ornamentais, empregando 4,7 mil pessoas.

O expressivo potencial do segmento rochas ornamentais e de revestimento existente no estado vem motivando diversos empreendedores a investir no setor. Tal iniciativa ensejou a criação de programa do governo estadual para apoio à regularização e estímulo à atividade, por intermédio do Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ), órgão responsável pelo serviço geológico, e realizado em cooperação com órgãos municipais, estaduais e federais.

Cimento - Jazidas próximas do Mercado Consumidor

Com uma produção anual de 65 milhões de toneladas, o Brasil é o maior produtor de cimento da América Latina, respondendo por 1,6% da produção mundial.

O polo cimenteiro do Rio de Janeiro concentra-se na Região Noroeste, nos municípios de Cantagalo e Macuco, onde se localizam as seis indústrias que operam no estado, destacando-se a Votorantim, Lafarge Holcim e Mizu, sendo a atividade industrial integrada (lavra e beneficiamento do calcário e da argila).

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento, em 2017 o estado produziu 1.926.186 toneladas, tendo apresentado um consumo de 2.284.918 toneladas, demonstrando que a produção interna do Rio de Janeiro não é capaz de atender o mercado estadual, principalmente às demandas da construção civil, havendo oportunidade para que novos players invistam no setor, uma vez que existem áreas com ocorrências de calcário. Deve-se ainda destacar que as jazidas de calcário se situam a menos de 300 quilômetros de distância da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, principal mercado estadual consumidor do produto.