Berço da Cultura Brasileira

As raízes da atividade cultural do Rio de Janeiro remontam à época da chegada de Dom João VI ao Brasil, em 1808. Ele estimulou o desenvolvimento das artes, patrocinou a vinda de uma missão cultural de artistas franceses, criou o Museu Nacional, a Biblioteca Real, a Escola Real de Artes e o Observatório Astronômico. Atualmente, a cidade conta com 68 espaços culturais e 53 museus.

A Academia Brasileira de Letras (ABL), foi fundada em 1896 segundo o modelo da Academia Francesa. A cidade foi, e ainda é, palco de manifestações artísticas, e estabeleceu-se como o principal centro difusor das tendências musicais pelo país. No fim dos anos 1950, com o movimento da bossa nova, a música brasileira projetou-se no exterior. À época, na condição de centro político e cultural do Brasil, circulavam pela cidade músicos como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Roberto Menescal, Pixinguinha, entre outros.

Na arquitetura nacional, despontaram, nas tendências vanguardistas, nomes como Oscar Niemeyer e Lucio Costa, além dos irmãos Roberto e Afonso Eduardo Reidy.

Contemplada por diversos museus, teatros e casas de espetáculos, a capital do estado é o destino de grande parte dos turistas nacionais e estrangeiros que visitam o país. Entre os principais eventos, destacam-se o Carnaval, a Bienal do Livro, o Rock in Rio, a ArtRio, o Anima Mundi e a festa do Réveillon em Copacabana.

A Biblioteca Nacional é outro patrimônio cultural importante, sua história teve início com a chegada da família real e a corte portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808. Ela trouxe um acervo de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas, guardadas inicialmente no hospital do Convento da Ordem Terceira do Carmo. É uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo listadas pela Unesco, com acervo de cerca de nove milhões de itens.

Outra obra arquitetônica importante é o Museu de Arte Moderna (MAM), localizado no Aterro do Flamengo, seu prédio foi projetado pelo renomado arquiteto Afonso Eduardo Reidy e seus jardins por Roberto Burle Marx. Pelo MAM passaram as principais tendências da arte moderna e contemporânea no país, ele teve um papel decisivo na formação de diversas geração de artistas brasileiros.

O Museu de Arte do Rio (MAR) promove mostras nacionais e internacionais, e conta com acervo próprio de arte, representado por documentos, fotografias e cartões-postais sobre o Rio. Ocupa dois prédios, o palacete Dom João VI, tombado e eclético, e o edifício vizinho, em estilo modernista.

O Museu do Amanhã, projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava sobre a Baía da Guanabara, apresenta projeto futurístico em sua construção, e explora, por meio de imagens e equipamentos, uma prospecção da atuação do homem no futuro. O museu se transformou no símbolo do renascimento de uma área da cidade do Rio, rica em história e importância econômica que se encontrava degradada, o Porto do Rio de Janeiro.

Além desses, o Rio de Janeiro conta com o Museu Casa do Pontal, considerado o maior e mais significativo museu de arte popular do país, o Centro Cultural Banco do Brasil, o Museu Nacional de Belas Artes, o Real Gabinete Português de Leitura, o Palácio do Catete, a Cidade das Artes, que abriga um complexo de salas de apresentações, e o Teatro Municipal, considerado uma das principais casas de espetáculos da América do Sul, entre outros.

O Município do Rio de Janeiro reúne, ainda, os principais centros de produção da TV brasileira, com destaque para a Central Globo de Produções, o mais importante centro de produção da Rede Globo, Estúdios Casablanca (ex-Record) e o Polo de Cine e Vídeo de Jacarepaguá. Grande parte da produção de TV e cinema nacional é realizada por produtoras sediadas na cidade.

A Cidade de Niterói tem como cartão-postal o Museu de Arte Contemporânea (MAC), cujo prédio tem a assinatura de Oscar Niemeyer, em formas pensadas para interagir com a paisagem. O prédio do museu, por si só, já é uma atração, com suas janelas em 360 graus e um panorama deslumbrante.

Destaca- se ainda outro evento cultural importante, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que oferece, anualmente, experiência única permeada pela literatura. A festa constitui-se em uma manifestação cultural, grandes autores se reúnem em debates de múltiplos temas, como teatro, cinema e ciência. Paraty, nessa época, transforma-se no palco da literatura em seu mais puro fundamento.

No interior, as heranças do período imperial espalham-se pela Cidade de Petrópolis, com construções que nos remetem ao século 19, palacetes e casarões, além da residência de verão da família real, transformada no Museu Imperial. Foi residência de veraneio de Dom Pedro II, e é um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do Brasil. Sua construção, iniciada em 1845, deu origem à Cidade de Petrópolis. Seu acervo reúne cerca de 250 mil documentos originais e registros históricos que datam do século 18.

Também fazem parte do cenário da cidade a Catedral de São Pedro Alcântara, a Casa de Santos Dumont e o Palácio de Cristal, inaugurado em 1884. A sua estrutura pré-montada foi encomendada pelo Conde d'Eu como presente para sua esposa, a Princesa Isabel, sendo a construção inspirada no Palácio de Cristal de Londres e no Palácio de Cristal do Porto.